A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fura-Filas da Vacinação contará com um e-mail para que a população possa encaminhar denúncias sobre supostas irregularidades na imunização contra a Covid-19 em Minas. As queixas serão mantidas em sigilo e devem ser enviadas para cpi.fura.filas@almg.gov.br.

A CPI foi criada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para apurar falhas vacinação de grupos não prioritários no Estado, o baixo investimento na ampliação de leitos para o enfrentamento da pandemia e a não aplicação do mínimo constitucional em serviços públicos de saúde.

A comissão foi instaurada depois dos parlamentares cobrarem explicações do então secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, sobre a vacinação de servidores administrativos da pasta, que estariam fora das prioridades do Plano Nacional de Imunização (PNI). Pela gravidade das acusações, o governador Romeu Zema (Novo) optou por substituir Amaral por Fábio Baccheretti, ex-presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Em reunião nessa sexta-feira (19), dez requerimentos foram aprovados pelos integrantes da CPI, incluindo convites a diversas autoridades para que prestem depoimentos, pedidos de realização de audiências com convidados, além de solicitação de informações e documentos oficiais do governo.

Apesar de terem sido priorizadas dez solicitações, o presidente da comissão, deputado João Vítor Xavier (Cidadania), afirmou que outras dezenas de requerimentos foram apresentados por parlamentares. Por acordo de líderes, os demais pedidos serão examinados no próximo encontro, marcado para terça-feira (23).

Investigação na Assembleia

A Comissão Parlamentar também vai investigar a imunização de funcionários da ALMG. Uma lista com nomes de 55 pessoas foi divulgada pelo presidente da Casa, deputado Agostinho Patrus (PV), em uma publicação nas redes sociais. Ele confirmou o recebimento e disse que o documento seria encaminhado à CPI.

Toda a relação refere-se a funcionários do setor da saúde, como médicos, psicólogos, dentistas, assistentes sociais e profissionais de enfermagem. A comissão já investiga a vacinação de 2.680 pessoas que trabalham na SES, em cidades do interior de Minas e em Belo Horizonte. Duas listagens de funcionários já haviam sido entregues à assembleia.

*Com informações de Marina Proton

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