Duda Salabert diz esperar que nenhum vereador saia preso da Câmara por racismo ou transfobia

Renata Galdino
rgaldino@hojeemdia.com.br | @renatagaldinoa
01/01/2021 às 16:53.
Atualizado em 05/12/2021 às 03:49
 (Maurício Vieira)

(Maurício Vieira)

Primeira mulher trans a assumir uma vaga na Câmara Municipal de Belo Horizonte, Duda Salabert defendeu nesta sexta-feira (1º) respeito à diversidade na Casa. Durante a posse dos vereadores, nesta sexta-feira (1º), a parlamentar mais votada no pleito de 2020 destacou que as diferenças não podem causar a separação entre os colegas.Maurício VieiraDuda Salabert é a primeira mulher trans a assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte

“Aqui, nesta Casa, temos 41 vereadores e vereadoras com uma diversidade ideológica, política, de crença, de fé. Que esta diversidade seja ferramenta para nos fortalecer e nos colocar a serviço da promoção da saúde humana, ambiental, humana, fiscal do município”, disse.

Duda Salabert afirmou esperar que a Câmara não volte a ser alvo de notícias criminosas. “Espero que nenhum vereador saia desta Casa preso por racismo ou transfobia”, comentou.

A parlamentar afirmou ser evangélica e se colocou à disposição da bancada cristã. “Para a gente fazer um exercício daquilo que Cristo nos ensinou, que é o respeito e o amor, e não o ódio, a intolerância, a violência e o crime”, acrescentou.

História

A trajetória de vida e política também foi reforçada por Duda Salabert durante o seu discurso. “É uma honra falar aqui hoje. Pela primeira vez na história dessa cidade, uma mulher travesti transsexual é eleita. Estamos fazendo história sendo a vereadora e a professora mais votada da história deste município e que dificilmente alguém vai conseguir me superar. Me, não. Nos superar”, disse. 

O primeiro dia como vereadora de Belo Horizonte começa com outro desafio para Duda Salabert. Ela contou que, na noite de quinta-feira (31), recebeu a notícia de que a mãe, que mora no interior do Rio de Janeiro, está com Covid-19. O estado de saúde dela é considerado grave.

“Eu tenho uma filha de 1 ano. É dilacerante a gente ter o sentimento de saber que possivelmente ela não irá conhecer a avó. Esse sentimento não é só meu, mas de milhares de brasileiros”, disse.

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