Enquanto o novo modelo de venda do etanol não é aplicado (saiba mais aqui), o preço desse combustível nas bombas afasta cada vez mais consumidores. Segundo pesquisa do site Mercado Mineiro, divulgada na semana passada, o preço médio nos postos da capital mineira era de R$4,319. 

Com valores assim, a motorista de aplicativo Ester Arantes, diretora da Frente Nacional de Apoio ao Motorista Autônomo (Fanna), já decidiu priorizar a gasolina na hora de abastecer, já que o etanol, com preço do litro bem acima de 70% do valor do derivado de petróleo, estava consumindo mais de 30% do que ela ganha diariamente com as corridas. “Não dá mais para usar o álcool, está inviável. Uso a gasolina e ainda fico pesquisando os preços para conseguir uma margem maior, que me garanta menor custo operacional”, diz Ester.

Isonomia

As mudanças sugeridas pela MP do etanol, que supostamente reduziriam o preço do produto, foram duramente criticadas pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Em nota, a entidade afirma que não tem restrição à liberação da venda direta do etanol, mas entende que é necessário garantir isonomia no tratamento tributário. A entidade afirma que o papel ANP deve ser respeitado e que “há prioridades para as evoluções regulatórias no setor, notadamente no que diz respeito ao processo de desinvestimento das refinarias da Petrobras, ao combate à sonegação de R$ 24 bilhões anuais e à inserção estruturada do aumento dos biocombustíveis na matriz de transporte”, garante.

Leia também:

MP do Etanol, editada para baratear preços nas bombas, pode ter efeito nulo para o consumidor