As chuvas que caíram em Belo Horizonte e região Metropolitana nas últimas semanas encheram os reservatórios do Sistema Paraopeba, principal responsável pelo abastecimento da região. Dados divulgados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) mostram que todos os reservatórios estão operando com a capacidade acima de 90%, mas isso não significa que a conta de energia ficará mais barata nos próximos meses. Pelo contrário, a previsão é que a tarifa mais cara, chamada de escassez hídrica e que acrescenta R$14,20 a cada 100 kWh, siga até abril.

De acordo com a Copasa, o Sistema Paraopeba opera com 96,2% da capacidade atualmente. Os três reservatórios que o compõem estão cheios:  Rio Manso (97,1%), Serra Azul (97,2 %) e Sistema Vargem das Flores (90,3%). No entanto, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informou que as bandeiras tarifárias são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que avalia a situação dos reservatórios de todo o país, e não apenas um estado ou cidade.

"Importante destacar que o sistema de geração e transmissão do Brasil é conectado por meio do SIN (Sistema Nacional Interligado). O país é dividido em quatro subsistemas na questão de geração: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. As usinas de Minas Gerais estão, majoritariamente, no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que apresenta o nível de reservatório, em 6 de janeiro de 2022, de 29,11%, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)”, comentou a Cemig, por meio de sua assessoria de imprensa.

De acordo com a Aneel, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), do Ministério de Minas e Energia, monitora as condições hidrológicas para a produção de energia elétrica e a necessidade de acionar usinas térmicas, que utilizam combustíveis fósseis para operar, o que encarece a conta de luz. A Aneel informou que não há sinalização do CMSE, até o momento, sobre mudança de bandeira nos próximos meses e que a tarifa de escassez hídrica deve continuar em vigor até abril deste ano.

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