Em mais um Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste sábado (5), a reciclagem de resíduos com alto potencial poluente volta a figurar entre os temas que mais preocupam a humanidade. Especificamente no caso dos plásticos, o cálculo é de que, desde a década de 1950, quando o material começou a se difundir, cerca de 6,3 bilhões de toneladas métricas de lixo feito dele tenham sido criadas. Menos de 10%, contudo, foram reciclados e o resto foi simplesmente descartado no ambiente, sobretudo nos oceanos – onde a estimativa é de que, até 2050, haverá mais plástico do que peixes.

Para ajudar a frear esse processo, a indústria brasileira e mineira do setor promovem, na terça (8), o 4º Congresso Brasileiro do Plástico (4CBP). No formato on-line, a edição, que trará palestrantes nacionais e internacionais em uma série de eventos, terá como foco a chamada “economia circular dos plásticos” – conceito que preconiza a reutilização máxima de materiais dentro de uma cadeia produtiva, com constante reciclagem e geração mínima de resíduos. 

“Será um evento informativo e muito rico, não só para a indústria do plástico, mas também para a sociedade civil. O setor é amplo e pode ser explorado de formas muito positivas. Nosso objetivo é esclarecer o maior número de pessoas, ampliando o seu conhecimento e acesso à informação sobre está matéria-prima nobre”, afirma o presidente do Instituto SustenPlást, promotor do encontro, Alfredo Schmitt.

Atualmente, o Brasil conta com 1.083 indústrias do plástico, que geram 10.162 empregos, salto de quase 30% e mais de 40%, respectivamente sobre 2010.

Já conforme a presidente do Sindicato da Indústria do Material Plástico de Minas Gerais (Simplast), Ivana Serpa Braga, outra missão do 4CBP será a de tentar desfazer ainda mais a imagem negativa desses produtos. “O plástico tem sido visto como grande vilão do meio ambiente, mas esse entendimento é equivocado. Trata-se de material extremamente benéfico, que traz soluções inovadoras para os mais variados setores e pode ser reaproveitado”, afirma ela.

Reciclagem

Apesar de ainda não ser o ideal, o índice de reciclagem mecânica de plásticos pós-consumo cresceu 8,5% no país, em 2019, em comparação ao ano anterior (último dado disponível). Segundo estudo realizado pela MaxiQuim, sob encomenda do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), foram produzidas 838 mil toneladas de plásticos reciclados naquele ano.
Esse aumento, de acordo com Ivana Braga, é consequência direta do progresso da indústria. As evoluções comprovam o potencial de desenvolvimento da reciclagem do plástico, um dos elos mencionados pelo conceito de economia circular, depois do reuso e da remanufatura. 

Leia também:

Apesar de ainda distante do ideal, Brasil é exemplo no reaproveitamento de plásticos