Prefeito reeleito à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no primeiro turno no pleito deste ano, Alexandre Kalil (PSD) não descarta uma candidatura ao governo de Minas em 2022. "Se for carregado, até a presidência do país disputaria", disse o mandatário durante entrevista para o programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite dessa segunda-feira (30).

Desde a campanha para a reeleição para o segundo mandato na capital mineira, Kalil já estudava a possibilidade de concorrer ao governo do Estado. Entretanto, pregou cautela quanto aos próximos passos na política.

“Eu tenho que respeitar os quase 63% da população da terceira maior capital do país. Eu nem assumi o meu segundo mandato. Então, de mais a mais, nós temos que ver qual será a situação de Minas Gerais daqui a dois anos. Ninguém sabe”, afirmou.

Ao longo da entrevista, Kalil criticou o governador Romeu Zema em diversas oportunidades. Em uma delas, alegou que o chefe do executivo estadual não olha como deveria para a maior cidade do estado.

“Belo Horizonte não existe, está fora do cardápio do governo de Minas. A maior cidade de Minas Gerais está fora. E mais, agride a quem deve. Como eu sou devedor de alguém, eu agrado quem eu devo. Então, agride Belo Horizonte como se não tivesse devendo a Belo Horizonte, ao longo dos 36 meses que ele prometeu pagar, quase R$ 700 milhões”, disse Kalil.

Outro assunto que entrou em pauta é uma possível candidatura futura à presidência da República. De acordo com Alexandre Kalil, esse tema nunca esteve em pauta, mas não descartou a possibilidade.

“Eu não tenho nenhuma pretensão, sou prefeito eleito de Belo Horizonte, respeito a votação massacrante que eu tive. Agora, se eu for carregado para lá, muito obrigado, que eu topo”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também foi alvo de críticas de Kalil, principalmente em relação às medidas tomadas durante a crise da Covid-19. “Ele derramou dinheiro na pandemia [...] o mais difícil de fazer ele fez, porque não economizou na pandemia. Se não tivesse negado, teria gasto metade do que gastou”, concluiu.

 
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