Após ser chamado de “projeto de ditador” pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), rebateu as críticas do parlamentar sobre o possível fechamento da capital, em decorrência do aumento do número de casos de Covid-19.

“Meu pai dizia: se não tem público, não tem picadeiro. Se não tem picadeiro, não tem palhaço”, disse Kalil, em entrevista à Globo News, na manhã desta quarta-feira (2).

O atrito entre os dois começou após entrevista do chefe do Executivo municipal ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira (30). Na ocasião, o prefeito disse que, se necessário, fecharia o município novamente, assim como fez no início da pandemia, restringindo o comércio, entrada e saída da cidade. 

Pelas redes sociais, o deputado respondeu de forma irônica, parabenizando o belo-horizontino por ter reeleito "um ditador".

À Globo News, com a bandeira do Brasil ao fundo, Alexandre Kalil disse que evita responder esse tipo de questão, que não quer repercutir o caso, algo que também espera do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No entanto, aproveitou para “cutucar” o parlamentar.

“É muito bobo. De mais a mais, eu sou prefeito de Belo Horizonte, eu tenho que cuidar de 2,7 milhões de pessoas, inclusive pobres com tornozeleira. Não sou um deputado que está tuitando. Tenho um cargo eletivo majoritário na terceira maior capital do Brasil. Espero, minimamente, respeito”, concluiu.

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