Enquanto lá fora as operações da sul-coreana Kia vai bem, por aqui ainda não se recuperou dos efeitos do programa Inovar Auto (para estimular a indústria local, que sobretaxava importações). Apesar de encerrado em 2018, a marca não conseguiu recuperar o fôlego de outrora.

Mesmo assim, a filial brasileira busca se reerguer. Se no ano passado a aposta foi o hatch compacto Rio, que não decolou, pois chegou fora do timing, num momento em que a demanda por hatches caiu. Agora sua ficha será no segmento SUV compacto, com um modelo de porte menor que o Sportage. 

A marca realizou uma live para divulgar os novos logo e slogan da marca. A nova identidade visual já tinha sido divulgada no início do ano, mas serviu de pano de fundo para a operação brasileira anunciar novidades. Segundo os executivos, a marca sul-coreana se prepara para lançar seu primeiro SUV híbrido no Brasil. O modelo escolhido para iniciar a eletrificação foi o Stonic, que estreará por R$ 149,99 mil.

O SUV de porte compacto antecipa a chegada de modelos totalmente elétricos. De acordo com a marca, até 2027 serão sete novas opções. Em produção, a Kia já conta com o cupê EV6, que concorre no segmento em que figura o Audi e-tron GT.

Stonic

O Stonic foi apresentado no Brasil, em 2018, no Salão do Automóvel de São Paulo. No entanto, a Kia deu preferência ao sedã esportivo Stinger. Na época fazia sentido. A rede tinha perdido capilaridade e apostar num jipinho importado demandaria um esforço que ela não era capaz de entregar. Dessa forma, um carro de luxo e baixo volume era a melhor opção para manter a máquina operando.

Agora o Stonic reaparece, mas com conjunto híbrido. Ele combina motor 1.0 turbo de 120 cv a um módulo 48V, que assume funções de alternador, arranque e fornece torque sob demanda. 

A unidade conta com o mesmo bloco que equipa os “primos” Hyundai HB20 e o Creta. O modelo ainda é capaz de recuperar carga das baterias com energia das frenagens.

De acordo com avaliações feitas no exterior, o Stonic é tem consumo médio de 21 km/l. Pode ser o argumento que faltava à Kia para emplacar novamente, ainda mais em dias de gasolina nas alturas e ameaças de falta de abastecimento.

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