O presidente turco Recep Tayyip Erdogan fez um pronunciamento no início da manhã deste sábado no horário local (meio da madrugada no Brasil) e disse que a tentativa de golpe militar não foi bem sucedida. Em Istambul, o presidente afirmou que está no comando do país, mas pediu à população que continue nas ruas. Um dos ministros do governo Erdogan diz que "90% da situação está controlada". 

Em meio ao caos instalado nas últimas horas na Turquia após a tentativa de golpe militar na noite de sexta-feira, a imprensa turca diz que o presidente Erdogan falou a apoiadores no início deste sábado e reivindicou que a tentativa de golpe militar fracassou. Aos eleitores, o político afirmou que continua no poder.

Apesar do discurso que reivindica a vitória sobre os rebeldes, Recep Tayyip Erdogan pediu à população que não deixe as ruas e praças até que a situação esteja resolvida. Ontem à noite, o presidente fez um pronunciamento através do telefone celular convocando as pessoas contra o golpe. A ação levou milhares de pessoas às ruas durante a madrugada contra os militares rebeldes.

Enquanto convocava civis, o governo Erdogan colocou forças militares na rua para tentar impedir a ação rebelde. No início da manhã deste sábado, a televisão turca transmitiu ao vivo uma suposta rendição de um grupo de militares que interditou ontem, com a ajuda de tanques, uma das pontes que liga a área europeia à região asiática de Istambul sobre o Estreito de Bósforo. Esse foi o primeiro ponto ocupado pelos militares que apoiam o golpe na noite de sexta-feira.

Nesta manhã, o ministro turco para a União Europeia, Ömer Çelik, disse em entrevista ao vivo ao canal privado NTV que o governo Erdogan reverteu o quadro gerado pela tentativa de golpe e que "90% da situação está sob controle". Ele reconheceu, porém, que alguns comandantes militares continuam reféns do grupo que apoiou o golpe. 

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Mortos e feridos

O caos instalado na Turquia após a tentativa militar fez dezenas de vítimas durante a noite e as primeiras horas deste sábado. Balanço divulgado pelas forças militares que apoiam o presidente Recep Tayyip Erdogan cita que quase 200 pessoas morreram, sendo 104 acusados de apoiar o golpe, 47 civis, 41 policiais e dois soldados do Exército que não apoiaram o golpe. Mais de 1.500 foram presos e mais de 1.000 ficaram feridos.


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O conflito entre um grupo de militares que apoia o golpe e forças leais ao governo Erdogan continuou durante toda a madrugada e, apesar de o governo reivindicar vitória sobre os golpistas, há relatos de conflitos no início desta manhã de sábado em algumas áreas, segundo informações da imprensa local.

Durante a madrugada, a imprensa turca citou que explosões foram ouvidas no Parlamento turco. O edifício teria sido alvo de bombas. Um porta-voz do grupo militar que apoia o presidente Erdogan informou que alguns soldados que apoiaram o golpe teriam feito alguns comandantes reféns e nem todos teriam sido liberados até o início da manhã deste sábado no horário de Brasília.


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Em sua declaração, feita ao canal pelo aplicativo FaceTime, ele atribuiu o golpe ao líder religioso Fettulah Gülen. Nos últimos anos, o presidente acusou o clérigo diversas vezes de organizar ações contra ele.

O Hizmet, ligado a Gülen, nega qualquer envolvimento na ação e repudiou o golpe, assim como os principais partidos de oposição ao presidente.

A agência de notícias Anadolu informou que as autoridades turcas deverão fazer uma reunião de emergência neste sábado, em que devem discutir as consequências desta tentativa de golpe.

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