O ex-governador de Minas Fernando Pimentel (PT) e o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, serão interrogados nesta terça-feira (30), no Fórum Lafayette, no Barro Preto, na região Centro-Sul da capital, em desdobramento da Operação "Acrônimo". 

Outras três pessoas também foram intimadas a depor nesta terça, incluindo uma testemunha da defesa de Pimentel. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) - que usará o espaço do TJMG para as oitivas -, os depoimentos estão relacionados à suspeita de que o ex-governador teria omitido receitas e despesas durante a prestação de contas da campanha eleitoral para o Governo de Minas em 2014. A ação configuraria caixa 2. 

No fim de junho, o ex-chefe do Executivo de Minas prestou depoimento, também no âmbito da Operação "Acrônimo". Na ocasião, porém, o interrogatório foi relacionado ao suposto esquema de caixa 2 na campanha para o Senado em 2010, da qual teria sido omitido R$ 1,4 milhão.

Além dessas duas ações penais, Pimentel ainda é acusado pelo Ministério Público em uma terceira: o ex-governador teria se aproveitado do cargo de ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, para realizar operações de caixa 2.

Bené

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono de uma gráfica em Brasília, é acusado de irregularidades em licitação no Ministério da Cidades no governo de Dilma Rousseff. Bené, como é conhecido, foi preso preventivamente em 2016 por prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é o principal delator da operação.

Interrogatório

O depoimento desta terça-feira está marcado para 13h. O interrogatório pode não ocorrer caso um dos intimados apresente justificativa para a negativa. A imprensa só poderá acompanhar o processo caso nenhum dos réus solicite, antes do depoimento, a preservação do direito de imagem. 

Outros lados

Eugenio Pacelli, advogado de Pimentel, e José Luís Oliveira Lima, advogado de Bené, não foram localizados pela reportagem. O Partido dos Trabalhadores, ao qual o ex-governador é filiado, também foi procurado e informou que não comenta investigações sobre partidários. A assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff foi procurada e ainda não se posicionou.

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