A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (4) a operação "Preço Justo 2", para verificar se houve aumento abusivo nos preços dos combustíveis durante o fim de semana. Após boatos de que a greve dos caminhoneiros poderia ser retomada, os postos de gasolina tiveram filas gigantescas, especialmente no domingo (2).

Dez postos foram verificados na segunda-feira (3), mas nenhuma irregularidade foi encontrada. Já nesta terça (4), outros 35 postos foram fiscalizados, mais uma vez sem ilegalidades verificadas. Nos postos onde foi verificado um valor alto nas bombas, os policiais conversaram com os donos e solicitaram uma redução nos preços.

Os policiais buscam por postos que tenham inserido um aumento superior a 20% nos preços dos combustíveis após o crescimento da demanda. Essa avaliação é feita após análise das notas fiscais. Caso um aumento abusivo seja verificado, o proprietário do posto pode responder por crime contra a economia popular, com pena de seis meses a dois anos de prisão. 

"Essa operação é tanto para evitar os cartéis, uma combinação de preços, quanto para verificar se os preços de combustíveis estão sendo aumentados de maneira abusiva", explica o delegado Felipe Nogueira Martins de Carvalho, da Delegacia de Fraudes, responsável pela operação "Preço Justo 2".

Veja comentário do delegado Felipe Nogueira sobre a operação:

Sem irregularidade

A imprensa acompanhou a fiscalização da polícia no posto Niquelina, no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte. Nenhuma irregularidade foi encontrada. O aumento no valor dos combustíveis foi justificado por um aumento da distribuidora. Nesta terça, a gasolina era vendida nesse estabelecimento por R$ 4,799.

Também não foi encontrada irregularidade no posto São José, localizado na Savassi, cuja fiscalização nesta terça também foi acompanhada pelos jornalistas. Neste estabelecimento, o litro da gasolina é vendido por R$ 4,995, enquanto o diesel custa R$ 3,6999.

"Temos que diferenciar a oportunidade do comércio de quem cometeu crime com um aumento abusivo e desproporcional", diz o delegado Júlio Wilke, da Delegacia de Fraudes, explicando que a operação tem caráter pedagógico, para mostrar à população que a Polícia Civil está atenta a práticas abusivas no comércio de combustíveis. 

A Polícia Civil também investiga a circulação dos boatos de uma possível greve dos caminhoneiros pelo WhatsApp, mas preferiu não dar detalhes para não atrapalhar o andamento dos trabalhos. A primeira edição da operação "Preço Justo" aconteceu em junho, em função da greve dos caminhoneiros. 

Segundo pesquisa realizada domingo (2) pelo site Mercado Mineiro em 25 postos de Belo Horizonte e região, houve estabelecimento que chegou a aumentar o valor do diesel em até 6,97%. Em relação à gasolina, o maior aumento verificado pela pesquisa foi de 6,25% em um posto de Nova Lima.

Veja o vídeo com a ação da fiscalização da Polícia Civil:

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