A Polícia Federal pediu um prazo de mais 90 dias para o segundo inquérito que investiga a facada em Jair Bolsonaro ocorrida no dia 6 de setembro do ano passado em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O prazo previsto era até o dia 18 deste mês. Segundo a assessoria da corporação, o motivo do pedido de prorrogação é para "o julgamento do mandado de segurança que suspendeu a análise do celular do advogado que atuou no caso", o que defende Adélio Bispo dos Santos. 

Este inquérito investiga o envolvimento de outras pessoas no atentado contra Bolsonaro. Já o processo principal sobre o caso foi encerrado em junho, quando a Justiça considerou Adélio inimputável. Pela Lei de Execuções Penais, nestes casos, o preso seria encaminhado a um hospital de custódia para receber tratamento psiquiátrico. O juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, converteu a prisão preventiva em internação por tempo indeterminado e optou por manter Adélio no presídio federal de Campo Grande. A defesa de Bolsonaro e o Ministério Público Federal optaram por não recorrer desta decisão da Justiça. 

O motivo alegado para a manutenção do réu em isolamento psiquiátrico na prisão, além de garantir a sua própria integridade física, seria o fato de que ele teria ameaçado matar o ex-presidente Michel Temer e atentar novamente contra a vida de Bolsonaro ao sair da prisão. Desta forma, foi decidido pelo cumprimento da medida de segurança no próprio presídio federal.

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