Uma operação da Polícia Civil em Unaí, no Noroeste de Minas, prendeu oito suspeitos de estupros ocorridos no município. As vítimas, que têm entre 9 e 11 anos de idade, eram parentes dos suspeitos. Em quase todos os casos, as crianças foram violentadas dentro da própria casa.

A Operação Bastet, como foi denominada em alusão à deusa egípcia protetora do lar, começou em agosto deste ano, após a delegacia atendimento à Mulher de Unaí receber muitas denúncias sobre o crime na região.

Além de Unaí, os suspeitos, que tiveram as prisões decretada pela Justiça, foram localizados nos municípios de Cabeceira Grande e Paracatu.

A ação da polícia se estendeu pelo Estado de Goiás e pelo Distrito Federal, para encontrar suspeitos que estavam se escondendo da Justiça.

Em nota, a Polícia Civil informou que os envolvidos responderão por estupro de vulnerável, cuja pena vai de 8 a 15 anos de reclusão.

A polícia esclareceu ainda que os crimes foram comprovados durante a apuração e que os investigados "valendo-se das condições de parentesco (filha, enteada, sobrinha e neta) e coabitação, praticavam atos sexuais com as crianças".

Os policiais fizeram as prisões com cautela para evitar "danos psicológicos às vítimas, uma vez que todas tinham envolvimento emocional" com os suspeitos.

Entre os homens presos está um de 42 anos que se apresentava como "pregador do evangelho". Ele é acusado de estuprar duas filhas e duas sobrinhas, a mais nova com 9 anos. Outro suspeito, tem 58 anos, e, teria engravidado a neta de 13 anos.

Para a Polícia Civil, esse tipo de crime causa desestruturação e possibilita "que tal violência se perpetue num ciclo vicioso, pois muitas das vítimas de hoje se tornarão agressores amanhã".

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