O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais denunciou à Justiça Eleitoral o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), e mais 10 pessoas por suspeita de candidaturas laranjas nas eleições de 2018.

O grupo teria usado, indevidamente, ao menos R$ 192,5 mil do Fundo Partidário.

O recurso teria beneficiado as candidaturas do ministro, eleito deputado federal, e a do seu colega de partido e Câmara, Irineu Inácio, um dos denunciados.

O promotor Fernando Abreu, que assina a denúncia, informou que o MP investiga se outras candidaturas foram beneficiadas de forma indevida com o dinheiro público.

Além do ministro e do deputado, foram indiciadas quatro mulheres, suspeitas de serem candidatas laranjas; dois donos de gráficas, que teriam emitido notas fiscais sem terem prestado o serviço; um interlocutor, responsável por orquestrar o suspeito esquema; e assessores e ex-assessores ligados aos políticos.

A investigação começou após uma quinta mulher, que não foi denunciada, revelar que foi aliciada para participar do esquema. Ela se candidatou a deputada e não foi eleita.

O esquema segundo o MP, era o seguinte: as candidatas laranjas recebiam dinheiro do Fundo Partidário e repassavam, o valor a candidatos que tinham reais chances de serem eleitos.

“Havia uma planilha (no PSL) com candidatos com potenciais de votos. As quatro não constavam nesta planilha. Uma delas, por exemplo, recebeu R$ 72 mil do Fundo Partidário e teve 196 votos”, disse o promotor.

Defesa

O ministro Marcelo Álvaro nega irregularidades. Disse que “reafirma sua confiança na Justiça e reforça sua convicção de que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada”. Acrescentou que está sendo alvo de uma campanha difamatória e mentirosa. Ele foi mantido no cargo pelo presidente Jair Bolsonaro.

O Hoje em Dia aguarda o retorno do deputado Irineu Inácio.

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