Quase 60% dos bares e restaurantes de BH têm funcionários afastados por Influenza ou Covid-19

Leíse Costa
leise.costa@hojeemdia.com.br
11/01/2022 às 16:25.
Atualizado em 18/01/2022 às 00:52
 (Maurício Vieira / Hoje em Dia)

(Maurício Vieira / Hoje em Dia)

Cerca de seis em cada 10 bares e restaurantes de Belo Horizonte estão com funcionários afastados devido a suspeitas de Influenza ou Covid-19, aponta pesquisa da  Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG).

Segundo o levantamento, 45% dos estabelecimentos pesquisados estavam com equipe defasada devido a suspeitas de Influenza, 3% pela Covid-19 e outros 10% por casos suspeitos de ambas as doenças. No total, 58% dos restaurantes e bares estão com funcionários afastados nesta primeira quinzena do ano. A pesquisa foi realizada em 6 de janeiro deste ano e consultou 60 associados.

De acordo com o presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel, a quantidade insuficiente de testes é o que mais afeta o setor em meio ao grande aumento de quadros gripais na capital. "Nós nunca tivemos testes suficientes em Belo Horizonte para todo mundo, por isso, se afasta por qualquer sintoma, não se detecta se é Influenza ou Covid, de fato. Agora, o Ministério da Saúde diminuiu o tempo de afastamento e isso vai ser bom para o setor porque, às vezes, a pessoa fica 10 dias afastada sem necessidade", diz.

Matheus conta que em outros Estados já se fala da necessidade de fechamento de estabelecimentos devido ao número de colaboradores afastados. Em Belo Horizonte, não há informações sobre bares fechados por falta de equipe, mas há sobrecarga. "Os restaurantes estão tentando absorver a carga entre os funcionários ou contratar temporários para o período e o próprio dono do restaurante, muitas vezes, entra em operação para suprir a falta", afirma.

Desde o dia 1º de janeiro, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ampliou o horário de funcionamento de nove centros de saúde para atender pacientes com sintomas respiratórios. Nos últimos 10 dias, já foram atendidas mais de cinco mil pessoas nessas unidades.

O presidente da Abrasel-MG diz que o setor não teme que medidas mais rígidas em relação à circulação de pessoas sejam estabelecidas. "Não tem o mínimo motivo para isso. Quando vemos os índices atuais, o RT  (número médio de transmissão por infectado) está 1,13 e há seis dias continua caindo. Não faz sentido qualquer tipo de restrição, o que precisa ser feito é incentivar a dose de reforço da vacina contra Covid-19, que aumenta em 25 vezes a resistência do indivíduo para o novo coronavírus".

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