Depois de uma tarde marcada por confusão entre o público presente na galeria e seguranças na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a noite desta quarta-feira (9) foi de mais conflitos na Casa, mas desta vez entre vereadores. Durante uma reunião extraordinária realizada à noite, houve um sério desentendimento entre Mateus Simões (Novo) e Gilson Reis (PCdoB). Uma câmera mostrou o momento em que Simões empurra Reis, que chega a cair no chão. O parlamentar do Novo, porém, diz que teria sido empurrado primeiro. 

Reis chamou Simões de desqualificado e classificou o episódio de violento. Disse que a Câmara não é lugar de violência e adiantou que nesta quinta-feira irá protocolar uma representação contra o parlamentar do Novo por quebra de decoro. 

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Já o vereador Simões disse que foi empurrado por Gilson Reis e que revidou o que ele chamou de agressão por parte do colega. Simões também criticou o comportamento de alguns parlamentares durante a reunião que debatia o projeto.

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O fato aconteceu durante um debate em torno do requerimento do Projeto de Lei Escola sem Partido. Houve um atrito no momento em que Mateus Simões e Bella Gonçalves estavam na fila do microfone para se manifestarem. A vereadora afirmou que o parlamentar do Novo havia tentado tirar o microfone de sua mão, instante em que começou a confusão.

O vereador Henrique Braga, que preside a sessão, afirmou que a Câmara poderá posteriormente usar imagens das câmeras para verificar quem foi o primeiro a agredir o colega.

A sessão da noite desta quarta é a 11ª em que a Escola sem Partido é debatida pelo Plenário. O Projeto de Lei não foi votado em primeiro turno até o momento, porque a oposição colocou dezenas de requerimentos para obstruir a pauta. Isso impede que esse e outros projetos sejam votados.

Os vereadores se dividem sobre o Projeto de Lei 274/17. Enquanto a frente cristã quer que a proposta seja transformada em lei, parlamentares dos partidos de esquerda obstruem a pauta, por meio de requerimentos, destaques e outros recursos que constam do Regimento Interno da Câmara. Outros vereadores acreditam que a matéria deve ser votada logo, não por sua importância, mas para destravar a pauta da Câmara.

O projeto defende que o Poder Público não "permitirá qualquer prática capaz de comprometer o desenvolvimento de sua personalidade em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, sendo vedada, especialmente, a aplicação dos postulados da teoria ou ideologia de gênero". Também proíbe o professor de apresentar suas opiniões aos alunos durante as aulas. 

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