O segmento de utilitário-esportivos (SUVs) é a galinha de ouro da indústria automotiva. Desde a explosão da categoria nos anos 1990, fabricantes buscam novas variantes desses automóveis de suspensão elevada, formas robustas e com capacidade (ou não) para encarar o fora de estrada. E depois da febre dos jipinhos compactos como Renegade, Kicks e T-Cross, a tendência que se desenha é a dos pequenos SUVs cupês. 

Na semana passada, o presidente da FCA, Antônio Filosa, em entrevista exclusiva ao HD Auto, confirmou que um dos dois utilitários (que a Fiat lançará a partir de 2021) terá carroceria muito fiel ao conceito Fastaback, mostrado no salão de São Paulo. O SUV conceitual foi uma das sensações da mostra paulistana, com a identidade visual herdada da picape Toro. 

 

Agora, a diretoria da Volkswagen acaba de anunciar que irá produzir um SUV cupê, desenhado pelo time de designers brasileiros, chefiado por José Carlos Pavone. Batizado de New Urban Concept, o jipinho será construído sobre a plataforma MQB, que é empregada no Polo, Virtus e T-Cross. Seu rival não será o Fastback, mas o futuro SUV que será fabricado sobre a base do Argo.

Cupê do povo

Segundo a VW, o modelo faz parte do plano de investimentos de R$ 7 bilhões que a VW fará no Brasil até 2020. Além disso, o cupê é o primeiro produto desenvolvido no Brasil que terá abrangência global. “É uma receita única no segmento que ele irá ocupar. Será a democratização de um estilo hoje oferecido apenas em modelos de segmentos premium”, afirma o presidente da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si.

Atualmente, os utilitários com carroceria do tipo cupê (com teto mais baixo e coluna traseira inclinada) figuram num segmento de luxo. Nicho dominado pelos alemães X6, X4 e X2, da BMW. Assim como GLE e GLC Coupé, da Mercedes, Porsche Macan e Cayenne Coupé e o novíssimo Audi Q3 Sportback e o caríssimo Lamborghini Urus.

O carro

Ainda é cedo para afirmar sobre o conjunto mecânico do novo VW, mas certamente ele irá utilizar os motores que já equipam os irmãos de plataforma. 

Certamente repetirá a mesma receita do T-Cross, com opção 1.0 turbo de 128 cv e caixa manual, na opção de entrada, subindo para 1.0 automático até chegar na versão topo de linha com motor 1.4 de 150 cv e caixa de seis marchas.