A decisão da Prefeitura de Belo Horizonte em permitir a abertura apenas de serviços essenciais, desde o dia 29 de junho, para conter a propagação do novo coronavírus, divide os vereadores da Câmara Municipal. Nesta quinta-feira (9), parlamentares usaram a reunião plenária para mostrar posicionamentos contrários e favoráveis à postura da administração municipal.

Três vereadores da base do prefeito defenderam que academias, quadras, lojas, bares e restaurantes sejam reabertos, para evitar a falência das empresas. Preto (DEM), Professor Juliano Lopes (PTC) e Elvis Côrtes (PSD) afirmaram que esses prestadores de serviço poderiam abrir as portas, obedecendo as medidas de segurança necessárias.

De acordo com Preto, BH é recordista em falências causadas pela suspensão das atividades econômicas, com o fechamento definitivo de 11 mil empresas. Ele e os outros dois vereadores defenderam a reabertura de academias e quadras para a manutenção da saúde da população belo-horizontina.

Por outro lado, Pedro Patrus (PT), Gilson Reis (PCdoB), Arnaldo Godoy (PT) e Bella Gonçalves (Psol) defenderam as ações da prefeitura para conter o avanço da Covid-19, que já contaminou pelo menos 9.978 pessoas na capital mineira. Já foram contabilizados 248 óbitos. Neste momento, 88% dos leitos de UTI reservados a pacientes com Covid estão ocupados.

Pedro Patrus e Arnaldo Godoy aproveitaram a reunião para se solidarizar com membros do Conselho Municipal de Saúde que afirmam estar sofrendo ataques nas redes sociais por defenderem ações públicas para ampliar o isolamento social. Já Bella Gonçalves (Psol) reforçou que o Estado deve garantir a subsistência e a proteção social dos segmentos menos favorecidos da população.