Professores da rede particular de ensino de Belo Horizonte e da Região Metropolitana decidiram nesta segunda-feira (30), pela continuidade da greve que já dura cinco dias. A categoria rejeitou a proposta feita pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) na audiência de conciliação, que durou cerca de sete horas, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). 

A categoria pede, entre outras coisas, reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 3% de ganho real. O Sinep ofereceu reajuste de 1,56% acima do INPC. O juiz do TRT propôs aumento de 2%, índice rejeitado em assembleia.

Os professores também querem que a homologação de rescisão de contrato continue sendo feita no sindicato e que a contribuição sindical seja retomada. Determinações que deixaram de ser obrigatórias com a nova lei trabalhista. E incluíram uma nova exigência: garantia de não punição para os grevistas e estabilidade durante todo o ano letivo. 

Para o (Sinep/MG), houve avanços nos 10 pontos propostos pela entidade. Entre eles a transferência de disciplina do professor; férias coletivas; a licença não-remunerada, aposentando; o quadro hierárquico; a multa por descumprimento da convenção coletiva de trabalho (CCT) e rescisão imotivada no transcurso do ano letivo. 

Segundo o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG), mais de 60 escolas, além da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc Minas) aderiram à paralisação. 

Uma assembleia e uma nova rodada de negociações estão agendadas para a quarta-feira (2).

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