A pandemia de coronavírus causou impacto na maioria dos setores econômicos do Brasil. Entre os vendedores ambulantes, que tiram o sustento em eventos, não foi diferente. No caso do futebol, o público ficou longe dos estádios por quase um ano e meio, e consequentemente isso afetou diretamente aqueles que baseiam as vendas nos dias das partidas.

Com a volta do público aos estádios de Belo Horizonte, e agora com a liberação para jogos das demais competições, esses ambulantes esperam começar a abater o prejuízo. É o caso da dona Renata Soares, de 45 anos, 20 deles vendendo pipocas, batatas e outras guloseimas na porta dos estádios. 

Posicionada em frente a um dos portões do Mineirão, que nesta terça-feira (28) recebe o duelo entre Atlético e Palmeiras, pela seminal da Copa Libertadores, a ambulante revela a dificuldade nesta retomada.

Atlético

Dona Renata Soares comemora a volta dos jogos com torcida em BH

“Tive muito prejuízo. Nunca pensei que ia viver isso (tanto tempo longe dos estádios). Hoje, por exemplo, vim para cá sem dinheiro, me endividei para conseguir produtos para a venda, na expectativa de conseguir algum lucro”, disse Renata. 

História parecida é a da dona Cleusa Gonçalves, de 63 anos, sendo meio século trabalhando nos principais palcos do futebol mineiro. “Tenho muita esperança de que as coisas voltem ao normal agora. É uma vida dedicada a vender nos jogos, foi muito difícil”, contou.

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