O coordenador de futebol clube-empresa do América, Marcus Salum, admitiu que um dos fatores que levaram o Coelho a selar acordo com o técnico Marquinhos Santos, ex-Juventude, foi o fato de o estilo de jogo do novo treinador alviverde ter similaridade ao de Vagner Mancini, responsável pela arrancada do time no Brasileiro, mas que deixou o Alviverde para se transferir ao Grêmio.

Apresentado nesta quarta-feira (20), Marquinhos ratificou a opinião de Salum. "Vejo um modelo de jogo que estava sendo implantado muito semelhante à maneira que gosto, do que se tornou culturalmente a filosofia do América. Em 2014, estive perto do América, porém, não foi possível (fechar acordo). Fiquei feliz com o convite do Salum. Conheço muitos atletas do elenco e tenho certeza de que será uma adaptação rápida", disse.

A estratégia de Marquinhos para as próximas rodadas, inclusive, será manter o que vinha sendo trabalhado por seu antecessor.

“O equilíbrio ofensivo, o sistema de meio campo e o esquema ofensivo serão determinantes para que possamos dar continuidade ao excelente trabalho que vinha sendo feito pelo Mancini. Cada treinador tem seu método, mas (meu estilo) não é muito diferente daquilo que o Mancini gosta e vinha aplicando no América. Vamos procurar evoluir ainda mais”, declarou. 

Em suma, o treinador espera fazer valer a oportunidade. “Sou conhecedor da força do América, que tem na sua torcida uma forte empatia para que possamos buscar nossos objetivos. O elenco tem demonstrado muita entrega e muita disposição em relação à causa principal, que é o América. E esse é o fator determinante para que o América permaneça na Série A”, comentou. 

A estreia no comando do Coelho será no sábado (24), às 17h, contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 28ª rodada do Brasileirão.

América

Marquinhos e Salum, em entrevista coletiva, nesta quarta-feira

Trajetória de Marquinhos

O treinador está com 42 anos e nasceu em Santos (SP). Chegou a jogar nas categorias de base do Peixe como meio-campista, mas se enveredou para área técnica logo em 1999. Trabalhou na escolinha do Athletico-PR e também é campeão da Copa Sul-Americana com a Seleção Brasileira Sub-15 em 2011.

Além do Juventude, o técnico tem passagens por Coritiba, Bahia, Fortaleza, Paysandu, Londrina, São Bento e Chapecoense.

Marquinhos possui três prêmios individuais: melhor treinador do Campeonato Baiano em 2014, melhor treinador Cearense em 2016 e, por último, melhor treinador Gaúcho em 2021, quando o Juventude foi campeão do interior.

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