Dos xingamentos de Diniz ao título do Brasileiro: a volta por cima de Tchê Tchê

Lucas Borges
@lucaslborges91
03/12/2021 às 07:40.
Atualizado em 08/12/2021 às 01:12
 (Pedro Souza/Atlético)

(Pedro Souza/Atlético)

Primeiro reforço da segunda passagem de Cuca no Atlético, o volante Tchê Tchê agora é tricampeão do Campeonato Brasileiro. Mesmo tendo levantado duas taças do Brasileirão pelo Palmeiras, a conquista com o Alvinegro certamente tem um sabor especial para o meio-campista, presente em 31 dos 36 jogos disputados pelo time até o momento, incluindo como titular no duelo do título, contra o Bahia, em Salvador.

Isso porque, há menos de um ano, o atleta, então no São Paulo, viveu um momento delicado na carreira, com desdobramentos negativos para todos os envolvidos.

No dia 6 de janeiro, durante a derrota por 4 a 2 para o Bragantino, pela 28ª rodada do Brasileirão 2020, o técnico Fernando Diniz, então comandante do Tricolor Paulista, foi flagrado pela transmissão de TV ofendendo o jogador aos berros.

Os gritos de “perninha”, “mascaradinho’, vai se f…” e “ingrato” repercutiram negativamente e tiveram impacto imediato na campanha do São Paulo na Série A.

Líder da competição naquele momento, com sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o time paulista, a partir desse episódio, emendou mais seis jogos sem vencer, o que o tirou da briga pelo título da competição. Diniz foi demitido do cargo cinco rodadas depois da polêmica cm Tchê Tchê.

O volante só se manifestou sobre a situação em agosto, em participação no podcast Podpah. “Não foi um negócio saudável para mim. Fiquei com muita raiva. Uma raiva incontrolável. E daí é que eu falo que Deus é muito bom, porque, no fim das contas, eu agi da maneira certa, e as coisas continuaram dando certo para mim”, disse o atleta.Pedro Souza/Atlético

Volta por cima

Contratado pelo Atlético por empréstimo, em abril, Tchê Tchê contou com prestígio junto ao técnico Cuca. Essa passagem pelo Galo, inclusive, é a terceira dobradinha com o treinador, com quem havia trabalhado no Palmeiras, em 2016, quando conquistaram o Brasileirão, e no São Paulo, em 2019.

Mesmo após ter perdido a posição de titular para Jair ao longo da temporada, o camisa 30 foi constantemente utilizado, marcando um gol.

Até o momento iniciou 20 partidas como titular e foi acionado no decorrer de 11 outros duelos na campanha do Atlético no principal torneio do país. 

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