LUTO

BH perde o professor Antônio de Oliveira, cronista ‘amigo’ do Hoje em Dia

Sepultamento do educador será nesta sexta-feira (29)

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 28/08/2025 às 15:50.Atualizado em 28/08/2025 às 16:03.
Antônio de Oliveira tinha 87 anos e deixa a esposa, dois filhos e três netos (Arquivo pessoal/ Divulgação)
Antônio de Oliveira tinha 87 anos e deixa a esposa, dois filhos e três netos (Arquivo pessoal/ Divulgação)

Será sepultado nesta sexta-feira (29), em Belo Horizonte, o professor Antônio de Oliveira. Falecido no último dia 27, aos 87 anos, o educador deixa a esposa, Isa, dois filhos e três netos.

Homem que dedicou a vida às palavras, Antônio colaborou inúmeras vezes com artigos para o Hoje em Dia. Os textos curtos e diretos abordavam, como ele mesmo definiu certa vez, “amor, felicidade, corrupção, encontros e desencontros”. 

Também falavam de música, filosofia, dos desafios da vida. E, claro, da docência, paixão de alguém que tinha orgulho de se apresentar como “professor” e que via na escrita uma aliada contra o avanço cruel do mal de Parkinson

Descrito por amigos e familiares como exemplo de força, perseverança, sabedoria, elegância e discrição, o professor Antônio de Oliveira será velado a partir das 9h desta sexta-feira (29) na sala 6 do Cemitério Bosque da Esperança, à rua Aldemiro Torres, 1.500, bairro Jaqueline, em BH. O sepultamento está marcado para as 13h do mesmo dia, na quadra Paineiras II.

Você confere aqui a crônica “Convivendo com a presença do inevitável”, de autoria do educador e publicada originalmente pelo Hoje em Dia em 1º/11/2024, com um recado, ao fim, para todos os leitores. 

Convivendo com a presença do inevitável

"Finados, vivos lembrando seus falecidos".

Taí. Uma coisa comum a toda gente: mais cedo ou mais tarde, passar a fazer parte do time dos finados. Não sabemos o dia nem a hora. Morte é uma palavra que assusta, mas da qual ninguém consegue fugir na hora predestinada. Ela está latente em uma doença grave, numa emboscada, numa tocaia, eliminada por uma arma letal. Enfim, de “ene” modos. 

Desafio quem costuma dizer que não tem ou nunca teve ou nunca terá o mínimo de receio do “olhar inefável”. Na poesia, O Homem e a Morte, de Manuel Bandeira, “encantamento”, de Guimarães Rosa, e de outros que são capazes de sublimar o fim da vida terrestre, adequando doces palavras. Enfim, e de nós outros que ainda estamos dentro do prazo de validade. Essas metáforas, por muito que nos encantem poeticamente, não mudam a realidade. Sempre existirá algum sentimento impactante perante o fim da vida, às portas da eternidade.

Morre gente a toda hora, mas não nos acostumamos com a notícia de que um parente, um amigo, um colega ou quem quer que seja, notável ou não, próximo ou próxima, se foi.

Verdade é que a imagem e, sobretudo, sua presença nos assusta. Principalmente quando a notícia é totalmente inesperada, a morte dos famosos com quem nunca convivemos chama tanta atenção que reúne multidões em filas a dobrar quarteirões. Transformam-se em atos de consternação pública, prato cheio para reportagens.

Amanhã, tenhamos nós sentimentos de saudade ou de indiferença, lembremo-nos de que a vida é curta para convivermos com mágoas e ressentimentos. 

Obrigado! Até a próxima, provavelmente noutro tom. Assim espero!

*Professor Antônio de Oliveira

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