Um grupo de apoiadores à candidatura de Júlio Fessô (Rede) protestou em frente à Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), no início da tarde desta sexta-feira (1º), antes da cerimônia de posse do prefeito reeleito Alexandre Kalil (PSD), do vice Fuad Noman (PSD) e dos 41 vereadores eleitos para a legislatura 2021-2024.

Os manifestantes são contra a impugnação da candidatura do líder comunitário do Morro do Papagaio, que disputou uma das vagas para o Legislativo nas eleições municipais de 2020 e obteve 3.037 votos que, se contabilizados, seriam suficientes para que fosse eleito. A candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) com base na Lei da Ficha Limpa.

Durante o protesto, eles seguravam faixas com dizeres como “Multa prescrita de 2006 não cobrada e com todas as certidões negativas em dia. Isso é covardia”, além de materiais usados na campanha com o número e a foto do ex-candidato.

No Twitter, o líder comunitário externou a indignação por não ser empossado nesta sexta. Na publicação, ele disse que foi “impedido de assumir a cadeira, que é minha por direito, devido a uma multa de 14 anos atrás, que não sabia da existência e nunca foi cobrada pelo estado. Paguei materialmente, fisicamente e emocionalmente. Vale ressaltar que estou limpo desde 2011, e que de lá pra cá só estive em presídios para palestrar. E ainda dizem por aí que a Justiça não tem dois pesos e duas medidas”.

Entenda

A candidatura foi barrada pelo TER- MG em virtude da Lei da Ficha Limpa.  Em 2006, o líder comunitário foi condenado à prisão, por tráfico de drogas, tendo cumprido pena até 2011. Além da prisão, ele foi condenado a pagar uma multa de R$ 800. O valor, que teria prescrito em 2013, porém, não foi quitado e inviabilizou a candidatura.

Depois da condenação, Júlio Fessô passou a atuar como instrutor do Programa de Prevenção à Criminalidades, ministrando oficinas de hip hop, serigrafia, fotografia e poesia para adolescentes.

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