A lama que se espalhou por Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, provocou vários reflexos no meio ambiente e essas alterações aumentam a preocupação das autoridades com a saúde da população.

Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) está recomendando aos moradores das regiões afetadas pelo rompimento da barragem da Mina do Feijão, a procurar uma unidade de saúde para avaliar a necessidade de vacinação.

Segundo o coordenador em Vigilância em Saúde de Brumadinho, José Antônio de Moraes, o Estado disponibilizou um estoque de vacinas contra hepatite A e B, febre amarela e tétano. Em situações de emergência, como o ocorrido na cidade, onde muitas pessoas perderam documentos e o cartão de vacinas, é importante que a população procure uma unidade básica para conferir se as doses contra algumas doenças como difteria, sarampo, hepatite, febre amarela, caxumba e rubéola estão atualizadas.

“No caso de dúvida por falta de registro ou do cartão, é aconselhado a pessoa passar por uma avaliação médica e tomar essas doses”, explica Moraes.

Os especialistas estão preocupados também com doenças infecciosas como dengue e esquistossomose, que têm como causas as alterações no meio ambiente pelo impacto dos rejeitos. Por isso, equipes de saúde estão percorrendo as comunidades de Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira e Tejuco, para orientar as famílias sobre o consumo de água e alimentos como peixe, que podem estar contaminados. “Qualquer pessoa que teve contato com a lama e apresentar alguma reação com dor de cabeça, coceiras ou diarreia, nós encaminhamos para uma unidade de saúde”, enfatiza Moraes.

Por precaução, há uma recomendação formal do governo de Minas para que a população não consuma água bruta do Rio Paraopeba para qualquer finalidade. 

Centro de Operações de Emergência em Saúde 

Quatro dias após o rompimento da barragem da Vale na Mina de Córrego do Feijão foi criado o Centro de Operações de Emergência em Saúde - COES de Brumadinho com o objetivo de definir e aplicar de forma urgente as medidas de prevenção, controle e contenção de riscos à saúde pública.

O COES disponibiliza um número de telefone (31 99620-8317)  e um endereço (avenida Nossa Senhora do Belo Ramo)  de e-mail (coes@brumadinho.mg.gov.br) para que a população possa entrar em contato e enviar suas demandas.

Nos meios de contato a população poderá informar problemas e necessidades pessoais em saúde relacionados à tragédia, problemas relacionados à Vigilância Epidemiológica, como, por exemplo, animais mortos que tiveram contato com a lama ou água do rio Paraopeba, necessidade de imunização, combate a pragas, contaminação de águas, entre outros.

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