Lojas de roupas, calçados, acessórios e outros estabelecimentos considerados não essenciais voltaram a ser fechados em Betim, na Grande BH, nesta quarta-feira (10). Além disso, o acesso a padarias e supermercados ficará restrito. Apenas uma pessoa da família está autorizada a entrar nesses locais para fazer compras. Atualmente, a cidade tem 284 casos confirmados do novo coronavírus e 17 mortes. 

A decisão ocorre sete dias após o Executivo determinar a suspensão das atividades dos shoppings e academias. O aumento dos casos da Covid-19 durante a flexibilização do comércio é um dos motivos que levou a prefeitura a tomar a decisão. 

Dentre os infectados está o secretário de saúde, Guilherme Carvalho. O gestor foi afastado da função. Conforme a prefeitura, ele não apresenta sintomas graves da doença.

Flexibilização

Betim foi um dos primeiros municípios da região metropolitana a liberar a abertura do comércio, mas manteve a recomendação para que a população seguisse o isolamento social e uso obrigatório de máscara. Mas, de acordo com o secretário adjunto de saúde, Augusto Viana, a cidade foi "invadida" por moradores de outras localidades.

"Registramos muita gente de fora aqui. Moradores de BH e Contagem, por exemplo, começaram a frequentar os nossos comércios e estabelecimentos, ao ponto de engarrafar as lojas. Além disso, várias pessoas iam para as ruas com a família inteira", disse. Viana frisou que, sem uma consciência coletiva, a pandemia não será vencida.

Por isso, para conter o avanço do novo coronavírus na cidade, as lojas vão permanecer fechadas pelo menos por 12 dias. No próximo dia 21, a prefeitura deve anunciar se os estabelecimentos serão reabertos ou permanecerão com as portas fechadas. 

Nessas das semanas, o secretário-adjunto informou que o município vai aumentar a quantidade de barreiras sanitárias e as campanhas de conscientização para a população.

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