Belo Horizonte é um dos alvos da operação Amphi, desencadeada pela Polícia Federal contra grupo suspeito de lavagem internacional de dinheiro. A ação ocorre também nos municípios de Recife (PE) e Iguaba Grande (RJ).

Conforme a corporação, o grupo é acusado de evasão de divisas, manutenção de instituição financeira clandestina e organização criminosa, em esquema que pode ter movimentado mais de R$ 250 milhões.

A primeira fase dessa operação aconteceu em outubro do ano passado, investigando doleiros que fazem parte da mesma organização. Na etapa de hoje, foram emitidos nove mandados de busca e apreensão em sedes de empresas e na casa de suspeitos.  

A Justiça Federal de Pernambuco ainda decretou o sequestro de quatro apartamentos em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, além do bloqueio de contas de empresas ligadas aos investigados.

Conforme a investigação, os alvos de busca e apreensão são operadores financeiros que atuam no Brasil e nos Estados Unidos, e que supostamente ajudavam os doleiros em transações bancárias.

A PF informou que, apesar de possuírem autorização para realizar algumas operações de câmbio, os investigados usavam um sistema paralelo de remessas clandestinas, através de contas abertas em nome de laranjas ou empresas fantasmas. Só no Brasil, o grupo teria movimentado mais de R$ 250 milhões nos últimos dez anos. O número de envolvidos não foi divulgado.

Amphi

De origem grega, Amphi remete a dualidade ou duplicidade e, no caso, faz referência à atuação da organização criminosa investigada em pelo menos dois países (Brasil e EUA).

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