Estratégias para a despoluição da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foram discutidas, nesta sexta-feira (24), por representantes das prefeituras de Belo Horizonte e Contagem e da Copasa. Durante a reunião, ficou decidido que um plano de trabalho para a solução do problema será apresentado em até 45 dias.

Pela administração municipal da capital, estiveram presentes o prefeito Alexandre Kalil e o secretário de Obras de BH, Josué Valadão. Esse afirmou que a companhia apresentou um diagnóstico geral da situação dos córregos que chegam na lagoa da Pampulha, que sofrem com problemas de esgotamento sanitário.

“Esse diagnóstico já está concluído, está estratificado, dividido em vários tipos de problemas. A reunião foi no sentido de reunir esforços da Copasa com a Prefeitura de Belo Horizonte e a Prefeitura de Contagem no sentido de ter um plano de trabalho concreto, factível”, disse.

De acordo com o gestor, 9,8 mil domicílios, de ambas as cidades, precisam ser interligados à rede de esgotamento sanitário, o que necessita uma união de esforços entre as partes. “Foi acertada uma equipe técnica, que vai discutir esse plano de trabalho, que será apresentado em 45 dias”.

A maioria dos córregos que alimentam a lagoa estão na cidade da região metropolitana. Segundo a prefeita de Contagem, Marília Campos, são 54 km² da Bacia Hidrográfica da Pampulha. Mas, atualmente, todos os cursos são de esgoto.  

“Se a gente quer devolver a lagoa, que é um patrimônio, para o povo mineiro, nós temos que procurar uma solução que esteja em Contagem”. 

Conforme Carlos Eduardo Tavares de Castro, presidente da Copasa, as partes já estão em tratativas há algum tempo para tentar pôr fim ao problema. Por parte da empresa, foram investidos mais de R$ 150 milhões para limpar o local. “A solução para o que falta ainda de levar o saneamento para a bacia só será resolvido nessa ação conjunta”.

PBH processa Copasa

Na quarta-feira (22), a Procuradoria-Geral do Município informou que ajuizou uma Ação Civil Pública contra a Copasa em busca de uma solução para o despejo de esgoto na Pampulha. 

O órgão requereu à Justiça Federal a concessão de tutela provisória de urgência para obrigar a empresa a apresentar o Plano de Ação detalhado para que 100% do esgoto na Bacia Hidrográfica da Pampulha seja coletado e tratado, a fim de impedir a continuidade do despejo.

Segundo Valadão, a criação do plano de trabalho não inviabiliza a tramitação do pedido. “A ação visa, principalmente, o alcance desse plano de trabalho, da união de esforços. Não só o plano, mas o comprometimento da execução do plano”. 

*Com Lucas Prates

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