Belo Horizonte continua a ter um número maior de infectados pelo novo coronavírus do que em julho, quando a ocupação dos leitos dos hospitais da cidade atingiu o nível máximo desta pandemia. Isso é o que mostra o monitoramento do projeto-piloto Covid Esgotos. De acordo com o boletim divulgado nesta sexta-feira (11), a capital mineira tem um número estimado de 1 milhão de infectados – mesmo patamar indicado na semana anterior.

No final de julho, o projeto da UFMG em parceria com a Agência Nacional de Águas estimou que havia cerca de 850 mil pessoas na capital com o novo coronavírus. Esse prognóstico é feito a partir de amostras retiradas em diferentes pontos do esgoto de Belo Horizonte e de Contagem, focando as bacias do ribeirão Arrudas e do córrego do Onça.

Em Contagem, a estimativa foi reduzida para cerca de 170 mil pessoas, abaixo dos 200 mil infectados estimados na semana anterior do estudo.

“Este cenário reflete o aumento expressivo da circulação do vírus em Belo Horizonte e indica a tendência de agravamento da pandemia na capital. Ressalta-se, uma vez mais, a importância do fortalecimento de medidas de prevenção e controle para redução da disseminação do vírus no município”, afirmaram os pesquisadores, no boletim.

Desde abril, o monitoramento do esgoto tem indicado uma tendência de aumento ou redução de casos de Covid, que posteriormente se refletem na rede de assistência à saúde. Desde o início de novembro, os números de infectados vêm aumentando em Belo Horizonte – tanto que, há um mês, o número médio de transmissão por infectado (Rt) está acima de 1,00. Neste momento, este índice está em 1,02 e as ocupações de leitos de UTI e enfermaria estão em patamares de alerta.