A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) anunciou, na tarde desta segunda-feira (4), o  nome de Diogo Prosdocimi como novo presidente da autarquia. Por indicação da Assembleia Geral Extraordinária dos Acionistas, ele assume o cargo no lugar de Célio Bouzada, que deixa a presidência após quatro anos.

Prosdocimi é doutorando em análise de políticas públicas pela RAND Corporation dos EUA, mestre em políticas públicas pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, e possui graduação em matemática pela UFMG e administração pública pela Fundação João Pinheiro.

Ele já atuava na prefeitura, coordenando o programa de concessões e ´Parcerias Público-Privadas (PPPs) na PBH Ativos. O gestor também foi subsecretário de Transportes e Mobilidade do governo do Estado de Minas Gerais (2011-2014 e 2019).

O novo presidente atuou também na regulação e gestão de contratos de ônibus e táxi da Região Metropolitana de Belo Horizonte e na implantação dos terminais metropolitanos de integração com o BRT. Foi diretor da Trem Metropolitano S/A e esteve à frente da elaboração dos projetos de engenharia para reformulação da linha existente e de construção das linhas 2 e 3 do metrô da capital mineira.

Mudanças sinalizadas

Segundo o vereador Gabriel Azevedo (Patriota), o prefeito Alexandre Kalil (PSD), já teria sinalizado planos para reformular as atribuições da BHTrans e que o assunto teria sido discutido em uma reunião com alguns vereadores em 21 de dezembro. "Ficou claro para mim que a BHTrans como existe hoje não existirá mais a partir de 2021. Esse modelo atual vai deixar de existir", disse o parlamentar. 

Em entrevista ao programa Roda Viva no início de dezembro, o prefeito Alexandre Kalil revelou a intenção de criar uma supersecretaria para cuidar do transporte público e de grandes obras em Belo Horizonte, que seria comandada pelo vice-prefeito, Fuad Noman.

“Agora nós captamos recursos e vamos fazer grandes obras. Ela vai ser chefiada pelo vice-prefeito de Belo Horizonte. Estamos começando um desenho para o vice-prefeito comandar esse tipo de coisa”, revelou Kalil. 

Gabriel Azevedo criticou as empresas de transporte público na capital, principamente neste período de pandemia, onde os ônibus estão sempre lotados e 
foram responsáveis por mais de 17 mil autuações por parte da PBH. "A prefeitura está cumprindo seu papel ao multar. O prefeito recebeu um contrato feito em 2008 e ele não pode rompê-lo unilateralmente, mas a Câmara Municipal pode ser aliada para pressionar as empresas a encerrarem um esquema que não se sustenta mais de pé", afirmou o vereador. 

Ainda conforme o vereador, o Move da avenida Amazonas também precisa sair do papel. "A capital tem pressa e está parada nos engarrafamentos". 

O parlamentar também é a favor de uma CPI na Câmara Municipal para investigar as empresas de ônibus. "Isso vai representar qualidade de vida para a população com respeito à qualidade no serviço como se espera. A passagem não é barata. Deveria representar pontualidade, respeito e zelo", concluiu. 

A Prefeitura de Belo Horizonte esclareceu que não há informações sobre o assunto.

*Com Marina Proton

Leia Mais:
Dois dias após acidente, ônibus que bateu em poste na região Oeste de BH é removido
Aumento no preço das passagens de ônibus em BH segue indefinido
PBH fecha acordo para antecipação de valor a empresas responsáveis pelo transporte coletivo