Consumidores que compraram garrafas da cerveja pilsen Belorizontina dos lotes "L1 1348" e "L2 1348" poderão devolver os produtos à cervejaria Backer, fabricante da bebida. Por meio de comunicado, a empresa informou que vai recolher as garrafas fechadas de casa em casa. Os clientes devem ligar para o telefone (31) 99536-4042 e agendar um horário para que as unidades sejam recolhidas.

Diante do laudo da Polícia Civil divulgado nessa quinta-feira (9), que aponta contaminação pela substância dietilenoglicol em amostras dos lotes citados, a cervejaria publicou dizendo que os lotes serão recolhidos também de pontos de venda caso ainda haja garrafas no mercado.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

COMUNICADO Após entrevista coletiva nesta tarde, a Polícia Civil divulgou laudo informando que a substância dietilenoglicol foi identificada em duas amostras da cerveja Belorizontina, recolhidas na casa de clientes. Vale ressaltar que essa substância não faz parte do processo de produção da cerveja, fabricada pela Cervejaria Backer. Por precaução, os lotes em questão - L1 1348 e L2 1348 - citados pela Polícia Civil, e recolhidos na residência dos consumidores, serão retirados imediatamente de circulação, caso ainda haja algum remanescente no mercado. A Cervejaria Backer continua à disposição das autoridades para auxiliar no que for necessário até a conclusão das investigações.

Uma publicação compartilhada por Cervejaria Backer (@cervejariabacker) em

Alguns consumidores foram às redes sociais para tentar descobrir como devolver os lotes. No grupo Meu Bairro Buritis, na rede social Facebook, uma usuária demonstrou a dúvida com uma foto de uma caixa comprada por ela. A postagem, no momento da publicação da reportagem, já tinha mais de 120 comentários. Entre eles, vários diziam que a Polícia Civil teria pedido as amostras para análise, o que foi negado pela instituição.

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Consumidora demonstrou dúvida no grupo do Facebook

Recall

Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-MG, Bruno Burgarelli, o que a empresa está fazendo é um recall, como acontece com carros quando há algum problema identificado. "É uma atitude positiva que mostra boa fé da empresa e vontade de colaborar, mas se for comprovado que a contaminação veio da cervejaria, pode gerar consequências criminais mesmo que não tenha havido intenção", explica.

O advogado ainda explicou que os consumidores podem escolher entre trocar as garrafas por outras de lotes diferentes e receber o reembolso pelo produto, que deve ser pago pela cervejaria. "Os supermercados, nesse sentido, não têm responsabilidade sobre o reembolso", afirma Burgarelli.

Outros lotes

A Prefeitura de Belo Horizonte divulgou, na manhã desta sexta-feira (10) que também vai recolher garrafas da cerveja em ponto fixos na capital. A diferença é que serão aceitos produtos de lotes diferentes dos citados pela Polícia Civil.

Consumidores que tiverem comprado a bebida e quiserem entregar à Secretaria Municipal de Saúde devem se dirigir a um dos pontos a seguir (não serão aceitos produtos de bares, restaurantes e supermercados):

Barreiro: Avenida Olinto Meireles, 327 – Barreiro
Centro-Sul: Avenida Augusto de Lima, 30, 14ª andar – Centro
Leste: Rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
Nordeste: Rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
Noroeste: Rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
Norte: Rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
Oeste: Avenida Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
Pampulha: Avenida Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
Venda Nova: Avenida Vilarinho, 1.300, 2º Piso – Parque São Pedro
 

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