As prefeituras de Belo Horizonte e de Contagem, serão as responsáveis pelas intervenções para o controlar as inundações da avenida Tereza Cristina, que corta as duas cidades, enquanto o Governo de Minas construirá as unidades habitacionais para realocar famílias que precisarem ser removidas das áreas de inundação. A estratégia foi acertada nesta quinta-feira (25) durante reunião de membros do Comitê Gestor criado para discutir as obras na região.

Participaram do encontro o vice-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, e a prefeita de Contagem, Marília Campos, além do grupo técnico. Também foi pauta da reunião a elaboração de um Termo de Cooperação Técnica para a execução das obras de macrodrenagem, que será analisado, ajustado e validado pelos dois municípios e pelo governo mineiro.

As obras serão feitas com R$ 298 milhões do acordo judicial com a mineradora Vale para a reparação de estragos causados pelo rompimento de barragem em Brumadinho. Inicialmente serão repassados para a execução das obras cerca de R$ 62 milhões para a capital e R$ 98 milhões para Contagem. As prefeituras também entrarão com contrapartida para viabilizar os projetos.

Os recursos serão usados no projeto de macrodrenagem do córrego Ferrugem, que prevê a conclusão da bacia do rio Volga, no bairro Riacho, e a construção de duas bacias, sendo uma na Vila PTO e outra na Vila Itaú, em Contagem. Em Belo Horizonte será construída a terceira bacia de detenção, na Vila Sport Club, além de um Parque Linear, na Vila Madre Gertrudes. 

Segundo a PBH, todos os equipamentos terão a capacidade de represar 755.155 m³ de água das chuvas que serão gradativamente escoadas. Após a conclusão das obras, serão evitados alagamentos e transbordamento do Córrego Ferrugem e do Ribeirão Arrudas.