A Secretaria Municipal de Saúde informou que a Vigilância Sanitária de Belo Horizonte está recebendo garrafas de qualquer cerveja produzida pela Backer. Nesta segunda-feira (13), a Vigilância Sanitária começou a recolher produtos da marca Belorizontina e 183 garrafas foram entregues por consumidores, sendo que 22 delas eram dos lotes L1 1348 e L2 1348, que tiveram de ser recolhidos depois que a Polícia Civil encontrou dietilenoglicol em garrafas deles.

Nesta segunda-feira, o Ministério da Agricultura anunciou que a empresa deverá recolher todas as cervejas produzidas pela Backer desde outubro. As garrafas entregues à Vigilância Sanitária são encaminhadas à Polícia Civil para contribuir no trabalho de investigação. 

A entrega deve ser feita de segunda a sexta, das 8h às 17h, nos seguintes endereços:

Barreiro: Avenida Olinto Meireles, 327 – Barreiro

Centro-Sul: Avenida Augusto de Lima, 30, 14ª andar – Centro

Leste: Rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza

Nordeste: Rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo

Noroeste: Rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates

Norte: Rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo

Oeste: Avenida Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada

Pampulha: Avenida Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz

Venda Nova: Avenida Vilarinho, 1.300, 2º Piso – Parque São Pedro

Dietilenoglicol

As cervejas estão sendo recolhidas depois que 17 pessoas foram internadas com sintomas de uma síndrome nefroneural, que pode ter sido provocada por intoxicação após consumo de Belorizontina.

Amostras foram positivas para dietilenoglicol, uma substância tóxica que costuma ser usada para resfriamento, em sangue de quatro pacientes, inclusive um que morreu na semana passada. Também houve positividade para o produto em garrafas encontradas nas casas dos pacientes e no tanque de resfriamento da fábrica da Backer.

Em nota, a cervejaria informou na noite desta segunda-feira (13) que a decisão do Ministério da Agricultura será contestada na Justiça. "A Backer informa que a medida de recall solicitada pelo Ministério da Agricultura está sendo objeto de apreciação judicial para revogação do ato. A cervejaria reitera que não faz uso do dietilenoglicol em seu processo produtivo e que o episódio apurado pelas autoridades, limita-se ao lote “Belorizontina”, não tendo qualquer relação com os demais rótulos da empresa, que possui processos autônomos de produção".

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