A CoronaVac, vacina contra o coronavírus produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, não deverá fazer parte da campanha de imunização em 2022. O Ministério da Saúde informou, nessa quinta-feira (7), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do Senado, que vai deixar de usar o produto. 

Segundo a pasta federal, a mudança no Programa Nacional de Imunização (PNI) ocorre pois a vacina ainda está sob aprovação emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela “baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos”.

Na terça-feira (5), o ministro Marcelo Queiroga disse que um novo contrato com o Butantan para aquisição de vacinas depende do registro definitivo. De acordo com o gestor, a pasta já está em fase de planejamento da campanha do ano que vem.

A CPI protocolou um pedido de explicação de Queiroga para a descontinuidade do uso da CoronaVac. Mas a resposta não foi dada pelo titular da saúde.

Segundo Danilo de Souza Vasconcelos, diretor de Programa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid, e Rosana Leite de Melo, secretária do setor, a autorização temporária foi concedida para minimizar os impactos da doença.

Além disso, o órgão afirmou que estudos demonstram uma baixa efetividade do imunizante na população acima de 80 anos e que ele sequer é indicado como dose de reforço ou adicional.

Até o final deste ano, o Brasil ainda deve receber 100 milhões de unidades da Pfizer, cerca de 30 milhões da Janssen, além de doses do consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

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