A cozinha mineira poderá ser declarada patrimônio cultural de Minas Gerais. O processo que deu início ao reconhecimento começou na última sexta-feira (3) e vai reunir informações que ratificam o valor simbólico e histórico da culinária do Estado.

O projeto integra o Plano Estadual de Desenvolvimento da Cozinha Mineira e é gerido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e Instituto Periférico.

A expectativa é finalizar o projeto até o fim de 2022, com um Inventário da Cozinha Mineira, composto por um dossiê e por ações de salvaguarda e proteção da gastronomia de Minas. O dossiê será produzido a partir de documentos técnicos, estudos conceituais e recomendações para orientar pesquisas sobre a cultura alimentar tradicional de Minas. O trabalho será realizado por uma equipe interdisciplinar de especialistas.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, adiantou durante a cerimônia de lançamento, na última sexta-feira, que enviará um ofício ao governo federal para solicitar que a Cozinha Mineira também seja reconhecida como um patrimônio cultural nacional.

Além do reconhecimento simbólico, a iniciativa espera abrir portas para novos investimentos e políticas públicas relacionadas ao tema no Estado. Os projetos de expansão internacional da culinária típica de locais como França, México, e o conjunto de sete países europeus banhados pelo Mar Mediterrâneo, são referências para a proposta de proteção da cozinha mineira.

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