A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 aprovou, na manhã desta quinta-feira (11), outra versão do relatório final, em votação na Câmara Municipal de BH. O novo texto pede o indiciamento do prefeito Alexandre Kalil (PSD) e o secretário de saúde Jackson Machado. As acusações são de improbidade administrativa, uso indevido de verba pública, entre outros.

Além disso, o novo documento exclui o nome dos infectologistas do comitê especial de combate à doença, Carlos Starling e Estevão Urbano. Os membros da comissão formaram maioria para rejeitar o relatório redigido pelo vereador Irlan Melo (PSD) que havia sido apresentado na quarta-feira (10).

No relatório de Flávia Borja, além de Kalil e Jackson Machado, serão indiciados os secretários da Fazenda, João Fleury, e de Planejamento, André Reis; o ex-presidente da BHTrans, Célio Bouzada; e o atual diretor da autarquia, Daniel Marx Couto. 

Votaram a favor do novo texto os parlamentares Flavia Borja (Avante); Juliano Lopes (Agir), presidente da CPI; Nikolas Ferreira (PRTB); e José Ferreira (PP).

Irlan Melo (PSD); Jorge Santos (Republicanos); e Bruno Miranda (PDT) foram contra.

Após a decisão da comissão, Kalil criticou a medida. "Chegaram à beira do ridículo. E de mais a mais, eu tenho que cuidar da cidade", disse o prefeito.

 

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