O ex-secretário-adjunto de Estado de Saúde, Marcelo Cabral, imunizado em primeira e segunda doses contra a Covid-19, afirmou nesta quinta-feira (6), em depoimento à CPI dos Fura-Filas, na Assembleia Legislativa, que a vacinação dos servidores da pasta seguiu o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

"Na verdade, houve execução do PNI seguindo a ordem objetivamente estabelecida. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) é complexa, a informação também salva vidas, e todas as outras áreas, inclusive discutidas internamente, se revelam necessárias e essenciais para o atingimento da finalidade de prestação de serviço da saúde à população", declarou, conforme exibido pela TV Globo.

Em depoimento à CPI na terça-feira (4), a diretora de Vigilância de Agravos Transmissíveis da SES, Janaína Fonseca Almeida, afirmou que o governo de Minas Gerais teria sido orientado a não realizar a cerimônia simbólica de aplicação da vacina contra a Covid-19, em 18 de janeiro, no Aeroporto Internacional em Confins, na Grande BH. 

Por isso, uma caixa com 35 doses que havia sido aberta para o ato acabou sendo utilizada, para evitar o descarte posterior, em servidores da Central Estadual da Rede de Frio. A recomendação para evitar a solenidade veio da área técnica da SES-MG.

Em nota sobre o processo de vacinação de servidores, a pasta informou que as investigações estão sendo realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG), que compartilha as apurações com o Ministério Público e com a Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia legislativa de Minas Gerais (ALMG) que também investigam a matéria.

A reportagem também procurou o Ministério da Saúde para obter posicionamento sobre a afirmação do ex-secretário-adjunto e aguarda retorno.

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