Uma proposta que tem como principal ponto o funcionamento do comércio de rua e centros comerciais entre terça e sexta-feira e shoppings de quarta-feira a sábado foi enviada para a Prefeitura de Belo Horizonte nesta terça-feira (14). Elaborada por nove entidades representativas de empresas da capital, a ideia é que o consumidor assim pudesse ir às compras, mas com dois dias a menos reduziria os riscos de contaminação nesse momento de enfrentamento à intensa propagação do novo coronavírus.

De acordo com o texto enviado para a administração municipal, dessa forma, é possível distribuir a circulação do consumidor, proporcionando várias opções de consumo, de forma a aumentar área de transição e evitando aglomerações. Desde o dia 29 de junho, o funcionamento do comércio na capital teve de voltar à fase zero (serviços essenciais), para conter o crescimento no número de casos e mortes por Covid na cidade.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que está analisando a proposta. Haverá nesta quarta-feira (15) uma reunião entre prefeitura e entidades representantes do comércio. A intenção dos empresários é convencer a administração municipal a reabrir as lojas já na semana que vem. 

Nadim Donato, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), diz ainda que a proposta prevê que as pessoas possam conciliar a saída de casa para trabalhar ou consumir com outros dias de isolamento social. “Dessa forma, a gente concilia economia com saúde. Fica uma balança bem legal, a pessoa não fica exposta por muito tempo nem passa o tempo todo dentro de casa”.

“Precisamos de todas as lojas abertas, porque comércio é uma engrenagem, funciona como um todo. Uma pessoa que vai comprar roupa ou sapato, acaba comprando também um colar, tomando um café. Precisamos estar abertos juntos”, afirmou Donato.

Segundo ele, a abertura dos shoppings contribuiria para uma diluição entre os consumidores e menor potencial de aglomeração. “Se abrir 13 shoppings ao mesmo tempo, o público irá se diluir e haverá possibilidade de as pessoas ficarem mais tranquilas e menos expostas ao vírus", diz o presidente do Sindilojas, garantindo que uma redução nos dias de abertura do comércio não provocará aglomerações, já que a procura por serviços não essenciais não será alta. 

Transporte público

O texto diz ainda que “a proposta apresentada tem o objetivo de evitar aglomerações de passageiros nos transportes públicos e terminais”. Entre os signatários da proposta, está o Sindicato das Empresas de Transporte de Belo Horizonte (Setra-BH), que já havia solicitado à administração municipal que houvesse uma restrição na circulação de ônibus na capital durante os fins de semana. De acordo com Donato, o comércio de rua funcionaria das 11h às 19h e os shoppings das 12h às 20h, evitando o horário de pico no transporte público. 

Assinam a proposta sobre reabertura do comércio não essencial Sindilojas-BH, Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte (Sincovaga-BH), Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de Belo Horizonte e Região (Sindimaco), Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte e Contagem (Sincagen), Sindicato das Empresas de Transporte de Belo Horizonte (Setra-BH), Associação Mineira de Supermercados (AMIS), Sindicato do Comércio Atacadista de Tecidos, Vestuários e Armarinhos de Belo Horizonte (Sincateva), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e Associação dos Lojistas de Shopping Centers.