Mais de 3,5 mil pessoas já foram abordadas por fiscais ou agentes da Guarda Municipal em sete dias de vigência da lei que obriga o uso de máscaras em Belo Horizonte. Apesar da legislação prever multa, as abordagens têm o intuito inicial de orientação e conscientização sobre a importância do equipamento para evitar a disseminação do coronavírus.

De acordo com a prefeitura, as equipes da Subsecretaria de Fiscalização e os guardas têm realizado ações educativas em todas as regiões da cidade e, até às 18h dessa segunda-feira (20), um total de 3.535 pessoas foram abordadas, sendo que 1.606 estavam devidamente equipados e outros 1.925 estavam em desacordo com a legislação - seja por não utilizarem a máscara ou por estarem fazendo o uso incorreto da mesma. Os irregulares providenciaram a adequação imediata e não precisaram ser notificados. Porém, quatro se recusaram até mesmo a utilizar as máscaras disponibilizadas pelos agentes e tiveram seus autos de infração lavrados, para receberem a multa em casa.

Até o momento, a capital tem 14.089 casos confirmados de Covid-19, de acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (21). Ao todo, 378 pessoas morreram.

Conforme a Lei 11.244, é obrigatório o uso de máscara ou cobertura facial sobre nariz e boca nos espaços públicos, equipamentos de transporte público coletivo e estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços. A regra permanece obrigatória enquanto perdurarem as medidas implementadas pelo Executivo para enfrentamento da pandemia de Covid-19. O descumprimento gera multa de R$ 100. 

As pessoas em situação de rua que não estiveram utilizando máscara são dispensadas da multa, mas recebem o acessório das equipes.