A Frente Mineira de Prefeitos (FMP) irá recorrer da decisão judicial que suspendeu a eleição que levou Alexandre Kalil (PSD) à presidência da entidade. A medida foi assinada na última quarta-feira (20), pelo juiz Henrique Mendonça Schvartzman, após pedido de Marcos Vinícius da Silva Bizarro (PSDB), chefe do Executivo de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço.


Além de Kalil, a liminar atinge toda a atual diretoria da FMP, que tem como vice-presidente executivo o prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira (PT), e como vice-presidente institucional o de Ribeirão das Neves, Junynho Martins (DEM). Nos cargos de tesoureira, secretária e segundo tesoureiro estão, respectivamente, os mandatários de Pedro Leopoldo, Eloisa de Tadeu (MDB); de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), e o de Sabará, Wander Borges (PSB).

A justificativa para a suspensão do certame se deu a partir da votação ter sido realizada em reunião virtual e não em uma assembleia geral com a participação de todos os membros. A Frente Mineira reúne prefeitos de cidades do Estado com mais de 35 mil habitantes, abrangendo cerca de 80 municípios. Caso a decisão da Justiça prevaleça, Alex de Freitas, antigo presidente da entidade, terá até 30 dias para convocar um novo pleito.

Em nota, a assessoria de Kalil informou que “o prefeito disse que não pediu para ser presidente. O cargo estava vago desde a saída do então prefeito de Contagem Alex de Freitas. Um grupo de prefeitos o convidou e ele aceitou”.

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