A maioria do comércio amanheceu fechado no hipercentro de Belo Horizonte nessa segunda-feira (11), primeiro dia em que passou a valer novo decreto da prefeitura que permite apenas o funcionamento de atividades essenciais. Algumas lojas, no entanto, desrespeitaram a medida, que visa a barrar o contágio da Covid-19, sem a menor cerimônia.

Pelo menos dez estabelecimentos que vendem produtos diversos foram vistos com as portas pela metade, como na avenida Afonso Pena e nas ruas São Paulo e Espírito Santo. Roupas, sapatos, bijuterias, cosméticos e artigos de papelaria eram alguns dos produtos oferecidos. 

Também nessa segunda-feira, o Hoje em Dia havia antecipado que alguns comerciantes ameaçavam descumprir a determinação da PBH. Quem ignorar as medidas pode ser penalizado. 

Sem se identificar, a reportagem entrou em algumas lojas. Próximo às estações do Move, foi possível flagrar a venda de itens para casa, por exemplo 

Durante toda a manhã, o Hoje em Dia encontrou equipes da fiscalização da prefeitura nas ruas. Os funcionários, no entanto, não estavam abordando lojas no momento em que foram vistos. 

Por nota, a PBH informou que, para garantir o cumprimento do decreto, a Secretaria de Política Urbana seguirá com as ações planejadas em todas as nove regionais. "Os estabelecimentos que não cumprirem com as medidas de combate à Covid-19 estarão sujeitos à interdição e multa no valor de R$ 18.359,66". 

Conforme a administração municipal, as pessoas podem fazer denúncias nos canais da PBH: APP PBH e Portal de Serviços.

Respeito
O primeiro dia de proibição do comércio não essencial em BH foi marcado por grande movimentação de veículos e pedestres. A maioria das pessoas utilizava a máscara de proteção contra a Covid-19. 

Alguns bancos registraram filas de clientes. O funcionamento das agências está liberado, desde que sejam observadas as medidas de controles, como o distanciamento entre as pessoas.

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