Governo federal negou suspensão da bandeira de escassez hídrica na conta de luz, diz Zema

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
27/01/2022 às 09:59.
Atualizado em 30/01/2022 às 01:06
 (Fernando Michael/Hoje em Dia )

(Fernando Michael/Hoje em Dia )

O governador Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (27), nas redes sociais, que o governo federal negou a suspensão da bandeira de escassez hídrica na conta de luz. Ele tinha feito o pedido em decorrência dos impactos da pandemia e das fortes chuvas que atingiram o Estado desde o mês passado.

O Governo Federal,através do Ministério de Minas e Energia,negou a suspensão da bandeira escassez hídrica na conta de luz. O meu pedido de alívio aos mineiros foi motivado não somente pelos efeitos da pandemia, mas também pelos graves impactos recentes das chuvas em nosso Estado.— Romeu Zema (@RomeuZema) January 27, 2022

A previsão inicial do governo federal é que a cobrança seja mantida, pelo menos, até abril. Entretanto, os reservatórios mineiros ficaram cheios por conta do temporais que atingiram Minas, deixando mais de 400 cidades em situação de emergência. Sem a "escessez hídrica" no Estado, Zema argumentou que a taxa poderia ser suspensa em território estadual.

Estabelecida em setembro de 2021, a bandeira vermelha da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em seu segundo patamar, como é cobrada, prevê aumente de R$ 9,42 a cada 100 kWh consumidos. A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) criou a bandeira na época para pagar os custos do acionamento de usinas térmicas – com ela, a cobrança na conta de luz sobe para R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. 

Como consequência da crise hídrica pela qual passou o Brasil no ano passado, a bandeira foi aplicada como parte de uma adaptação para garantir o fornecimento de energia no país.

A reportagem entrou em contato com governo federal e aguarda retorno.

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