A Polícia Civil abriu inquérito para investigar um homem de 51 anos acusado de ter torturado, ameaçado de morte e mantido em cárcere privado a própria esposa, de 40 anos. O caso, ocorrido no bairro Jonas Veiga, na região Leste de Belo Horizonte, foi denunciado à Polícia Militar na última terça-feira (20).

Conforme relatos da vítima e da filha dela, de 18 anos, aos policiais militares, o homem teria começado uma sessão de agressões à mulher na noite de segunda-feira (19). Inicialmente, ele teria feito a vítima ajoelhar de frente a uma Bíblia aberta para que confessasse que estaria o traindo.

Frente à negativa da mulher, ele desferiu vários tapas e socos nos ouvidos e rosto dela. Depois, ele teria pegado três facas, dizendo a ela que uma seria usada para matá-la, outra para assassinar sua filha e a terceira para cometer suicídio.

Ele teria tentado esfaquear a vítima, mas desistido após ouvir os gritos dela. Em seguida, teria amarrado as mãos e os pés dela no sofá da sala e filmando tudo com um celular.

Quando a polícia chegou ao local, a vítima já havia sido libertada e, por isso, não houve prisão em flagrante. A mulher contou que era vítima de agressões há 12 anos e não havia feito denúncia porque tinha medo de ser assassinada e também temia pela vida da filha.

A jovem de 18 anos contou que o padrasto teria tentado estuprá-la quando era criança, alisando suas partes íntimas. Disse ainda que sofreu agressões físicas e psicológicas ao longo de vários anos.

A mulher do suspeito afirmou que iria para a casa de uma parente, no interior, para se esconder do agressor.

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