A Cervejaria Backer informou, nesta quinta-feira (13), que demitiu 150 funcionários diretos e prestadores de serviços terceirizados.

Na última terça-feira (11), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou um pedido bloqueio de bens da empresa, que está com as atividades paralisadas,  após uma perícia do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) encontrar a substância tóxica dietilenoglicol nas cervejas, em tanques e na água da fábrica da marca no bairro Olhos D'Água, na região Oeste de Belo Horizonte. A medida foi tomada para garantir suporte e indenização às vítimas supostamente contaminadas.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também determiniu o recolhimento de todos os 82 lotes de bebidas da marca, além da interdição de todas as cervejas produzidas pela empresa com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. 

A Polícia Civil investiga 34 casos de intoxicação que podem estar relacionados ao consumo de cervejas da Backer. Seis pessoas já morreram. 

A Backer reafirmou o compromisso em prestar todo o suporte possível aos pacientes com suspeita de intoxicação por dietilenoglicol e garante que cumprirá todas as determinações das autoridades.