Um levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) constatou que a última geada em Minas atingiu 165,3 mil hectares de lavouras cafeeiras e afetou cerca de 9,5 mil produtores. Desse número, metade precisará recorrer a crédito ou seguro rural para conseguir reparar os danos. A área afetada corresponde a 17,2% das plantações. 

Dos municípios que constam no relatório, quase 78% estão no Sul do Estado, enquanto os outros são do Triângulo e Alto Paranaíba. 

Com a próxima geada que se aproxima, mais plantações devem sofrer com os impactos climáticos. A previsão do Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Simge) é que 541 municípios mineiros devem registrar de 10°C até temperaturas negativas, com formação de geadas moderadas a fortes. 

Ao Sul de Minas e Campo das Vertentes, o Simge aponta previsão para temperaturas abaixo de 0°C e geadas nas madrugadas da próxima sexta-feira (30) e sábado (31). 

No Triângulo, Central e região Sul do Noroeste do Estado, há probabilidade de geada entre quinta-feira (29) e sábado, sendo que esse último deve ser o mais frio, com mínimas abaixo de 7°C inclusive na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Emater-MG, não é possível prever quantos hectares de terra serão prejudicados.  

O órgão elaborou uma cartilha para auxiliar os cafeicultores, recomendado que procurem se informar se a área atingida será coberta pelo seguro, não fazer nenhuma alteração antes que um profissional avalie os danos e realizar um levantamento do prejuízo com registros fotográficos e um desenho com as informações geográficas. A cartilha está disponível aqui.  

Otávio Maia, diretor-presidente da Emater-MG, declarou que “já estamos disponíveis para fornecer os laudos necessários, tanto para os prefeitos decretarem estado de calamidade, e também para os agricultores terem o respaldo na liberação de seguro rural e financiamento para a recuperação das lavouras. Além disso, os técnicos estão fornecendo todas as orientações, numa força-tarefa, para que os produtores possam retomar suas atividades, em especial na cafeicultura, que responde pela maior parte do Produto Interno Bruto da agropecuária no Estado de Minas”.

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