As manifestações de 7 de setembro na praça Afonso Arinos, no Centro de BH, foram marcadas pela forte presença do público jovem. Em protesto contra a gestão do governo federal e as medidas implantadas durante a pandemia da Covid-19, o grande grito foi de repúdio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Mesmo com a pandemia, não dava para deixar de vir”, afirma o estudante Leonardo Oliveira, de 26 anos. “Acho essa união popular muito importante, porque ajudamos a dar voz para grupos e movimentos que foram esquecidos no país. Os efeitos da pandemia já dizem muito sobre o trabalho do nosso atual governo”, diz.

Manifestações 7 setembroManifestantes foram às ruas com roupas alusivas a movimentos de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores (PT)

Os protestos seguiram pela avenida Afonso Pena, passando pela avenida Amazonas e rua dos Tupinambás até a chegada na Praça da Estação, na avenida dos Andradas. Centenas de pessoas acompanharam o movimento, dentre elas o economista Luiz Felipe Freitas, de 25 anos. Debaixo de muito sol, ele fez todo o trajeto junto com os manifestantes, e comemorou não só o sucesso do movimento, mas o uso correto de máscaras durante todo o ato.

“É muito importante que esse movimento seja visto, e que possa fazer alguma diferença. A organização foi ótima, tinha muita gente mais distanciada também, e me senti muito melhor vendo que todo mundo estava de máscara. É um exemplo importante que deveria ser seguido”, afirma.

Todo o trajeto dos manifestantes foi acompanhado por agentes da Guarda Municipal, BHTrans e viaturas da Polícia Militar. O trânsito foi alterado apenas durante o deslocamento do grupo, com o bloqueio parcial das avenidas João Pinheiro, Amazonas e Andradas. De acordo com a PM, nenhuma ocorrência foi registrada ao longo da manifestação.

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