Na madrugada dessa terça-feira (6), véspera do dia em que se completou 13 anos da implantação da Lei Maria da Penha, uma mulher de 35 anos passou cerca de 8 horas ininterruptas sendo espancada e estuprada em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O suspeito, seu ex-namorado de 22 anos, não foi preso, uma vez que a vítima teve medo de denunciá-lo após as funcionárias da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) acionarem a Polícia Militar (PM). 

Segundo a corporação, eles foram chamados até a unidade de saúde, localizada no bairro Jardim Peluzzo, por volta das 16h de terça. A enfermeira contou que a vítima deu entrada poucas horas antes, bastante nervosa e com diversos hematomas por todo o corpo. A princípio, a vítima disse ter sido vítima de um roubo durante a noite, porém, após algum tempo de conversa com a funcionária do hospital, ela acabou contando que foi espancada e estuprada pelo ex-namorado. 

Aos militares, a mulher disse que saiu de um curso por volta das 22h20 de segunda-feira (6), na companhia do suspeito. Eles foram até a casa que ela está alugando, no bairro Santa Teresinha, pois o ex se ofereceu para pintar o imóvel para ela e precisava avaliar a quantidade de tinta necessária para o trabalho. 

Já na casa, por volta das 23h, o homem percebeu que a ex-namorada estava usando uma aliança de compromisso e, a partir de então, passou a dar socos, chutes e a enforcá-la. As agressões aconteceram na casa vazia até por volta das 3h, quando ele forçou a vítima a ir com ele até a casa dela, no bairro Jardim Esperança, onde o espancamento continuou. 

Foi na casa da mulher que o ex-namorado, então, retirou toda a sua roupa e manteve relação sexual com ela sem o seu consentimento. A vítima disse ainda que as agressões e estupros duraram até as 7h do dia seguinte, quando o homem a ameaçou de morte usando uma chave de fenda. 

Medo

Ainda de acordo com a PM, muito assustada, a mulher contou que o seu ex-namorado é usuário de drogas e é muito violento. Por temer por sua vida, ela resolveu que não queria que a polícia tomasse as providências necessárias. A recusa foi testemunhada pela enfermeira e pela médica da unidade de saúde. 

A vítima tinha escoriações nas mãos, rosto, tórax e nas pernas. Além disso, exames constataram o estupro e ela foi medicada. Por fim, os policiais orientaram a mulher quanto ao prazo para que ela represente contra o ex na delegacia. 

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