Nenhuma das 351 cidades mineiras que aderiram ao Minas Consciente está apta a abrir estabelecimentos da onda verde na nova fase do programa, que entrará em vigor nesta quinta-feira (6). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3) pelo governo estadual.

A onda verde é o nível hierárquico mais amplo do projeto que orienta as prefeituras na retomada segura das atividades econômicas. Ou seja, ela permite a abertura de maior número de serviços, incluindo academias e cinemas.

Além dela, existem as ondas amarela (intermediária) e a vermelha, onde somente comércios essenciais podem funcionar. Todas foram inspiradas na lógica dos semáforos.

"Para que determinada localidade chegue na onda verde, ela precisa aguardar 28 dias na onda amarela", explicou o secretário adjunto de Estado de Saúde, Marcelo Cabral.

O tempo, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) é necessário para avaliar os índices epidemiológicos da região e, portanto, confirmar se há segurança para o avanço de ondas.

Minas Consciente

No Minas Consciente, a definição de quais setores podem abrir em determinadas localidades é feita a partir dos dados epidemiológicos de combate à Covid-19 desses locais.

O plano, criado em abril, passou por modificações no fim de julho, como a permissão para que municípios com até 30 mil habitantes e pandemia sob controle abram parte do comércio e a liberação para que bares e restaurantes funcionem em cidades na onda amarela.

As atualizações entrarão em vigor nesta quinta-feira (6).

A adesão ao programa é espontânea. No entanto, no início do mês, uma liminar da Justiça mineira, a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), determinou que as prefeituras que não aderiram ao plano cumpram normas de distanciamento social.

Duas semanas depois, a Justiça reafirmou que as cidades mineiras não podem flexibilizar comércio sem autorização do Estado.