‘O governo não tem conhecimento técnico para conduzir esse debate’, diz Kalil sobre o Rodoanel

Raquel Gontijo
raquel.maria@hojeemdia.com.br
26/11/2021 às 15:14.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:20
 (Guilherme Bergamini / ALMG)

(Guilherme Bergamini / ALMG)

Foi realizada nesta sexta-feira (26), uma nova audiência pública para discutir os impactos da construção do Rodoanel para a Região Metropolitana de Belo Horizonte. O encontro reuniu prefeitos das cidades da Grande BH e representantes da sociedade civil e teve o objetivo de discutir os principais pontos do traçado do megaempreendimento. A reunião, que foi realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi conduzida pelo deputado e presidente da casa, Agostinho Patrus.

Durante o encontro, o prefeito da capital, Alexandre Kalil (PSD), fez duras críticas à condução do projeto pelo governo do Estado. Segundo ele, é necessário que um estudo técnico seja conduzido para orientar os dirigentes do Executivo. “Temos que conversar com quem entende de traçado, quem entende de mobilidade urbana, com quem entende de pavimentação, com quem entende de viaduto e de obra. O governo não tem conhecimento técnico pra conduzir esse debate, quem tem são os empresários”. Ao final do discurso, o prefeito de BH também declarou que “audiência pública é bom pra ouvir, mas não resolve nada”.

Kalil alertou ainda que há conflito de interesse no empreendimento e que é necessário, neste primeiro momento, ajustar e definir o traçado do Rodoanel para depois discutir sobre modelo de concessão e privatização da obra. "O projeto de verdade ninguém conhece, é o projeto da gaveta de quem vai privatizar a rodovia. (…) Quem constrói está gastando dinheiro e vai tomar concessão”, declarou. 

O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, queixou o fato de a proposta do município para o Rodoanel ter sido rejeitada pelo governo. Ele fez críticas ao projeto e declarou que a gestão de Betim não foi chamada para conversas, mas “convocada em situações constrangedoras'. 

Medioli sugeriu que o governo do Estado quer rentabilização de pedágio com o empreendimento e solicitou à ALMG uma auditoria do projeto. O prefeito também questionou a opção por um traçado baseado em concessões e pedágios. “É obra pública, não é concessão privada”, declarou.

A prefeita de Contagem, Marília Campos