Pelo menos 300 mil operários devem continuar trabalhando em obras e empreendimentos em Minas Gerais. O setor da construção civil não deve paralisar as suas atividades diante da pandemia do coronavírus, conforme informou o representante sindical da indústria. No entanto, a entidade propõe uma série de medidas a serem tomadas pelas empresas, inclusive, a possibilidade de redução de até 50% do salário dos trabalhadores mediante negociação sobre redução de horas. 

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Linhares, explica que houve um acordo com demais entidades do setor para que a produção continue normalmente, mas que as empresas adotem algumas medidas de segurança e alternativas. 

"Por exemplo, a flexibilização de horários para diminuir o fluxo de pessoas nas obras e se locomovendo em transportes coletivos, a possibilidade de que profissionais do setor administrativo e técnico possa trabalhar de casa, antecipação de férias individuais e concessão de férias coletivas, acréscimo de kit de higiene na cesta básica e a possibilidade de uma negociação em torno da diminuição de horas de trabalho com redução de até 50% no salário. Estamos convictos de que com este acordo e prevenções, não vamos ter problemas. A construção civil é muito forte no Estado e não pode parar", explica. 

Ainda conforme o representante do Sinduscon, foi firmado um termo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho entre a entidade e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de BH e Região (STIC BH-Marreta) estabelecendo estes pontos, além da adoção de condições de higiene para os operários nos empreendimentos. 

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